Sabor, qualidade e preço guiam a escolha de sucos no Brasil
Uma pesquisa realizada pela Mosaiclab, empresa de análise de dados e inteligência de mercado, mapeou o comportamento de compra de bebidas prontas em três importantes capitais do país. Foram ouvidos 1.752 homens e mulheres de 18 a 65 anos, das classes A, B e C, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O estudo foi encomendado pela Tropical, detentora das marcas Tial, Do Bem, Pley By Ney e Desinchá Pra Já.
De acordo com o levantamento, o almoço aparece como o momento mais relevante para o consumo de sucos prontos para beber, citado por 61% dos entrevistados. O lanche da tarde e o jantar vêm na sequência, ambos com 42%, enquanto o café da manhã representa 31%. Entre os sabores, a uva lidera a preferência, com 67% das menções, seguida pela laranja, com 59%. Em São Paulo, o consumo é ainda mais concentrado em uva (69%) e laranja (65%).
A pesquisa também revela como o consumidor toma a decisão de compra. O sabor é o principal fator de escolha (61%), seguido por qualidade (53%) e preço (52%). A percepção de saudabilidade aparece em quarto lugar, com 43%, refletindo a valorização crescente da naturalidade dentro da categoria.
A frequência média de compra é de três vezes por semana, com preferência pelas embalagens de 1 litro (62%), seguidas pelas de 1,5 litro (23%) e 2 litros (18%). A embalagem cartonada (Tetra Pak) é a mais adquirida, com 38%, à frente de PET/plástico (29%) e vidro (20%).
Para Elizabete Salmeirão, diretora de estudos da Mosaiclab, a pesquisa amplia a leitura estratégica do mercado, mapeando as bebidas prontas em praças relevantes para a categoria e aprofundando a compreensão sobre a jornada de escolha e compra. Segundo a executiva, mais do que um diagnóstico, o estudo gera inteligência estratégica para o crescimento das marcas, ao identificar territórios de valor e demandas dos consumidores e evidenciar oportunidades de inovação e diferenciação de produtos.
O estudo dialoga com o tamanho do mercado: no Brasil, o consumo de sucos prontos é estimado em cerca de 1 bilhão de litros por ano. No cenário global, a categoria de sucos de frutas movimentou US$ 137,9 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 168,4 bilhões em 2030, segundo a consultoria Mordor Intelligence.